MOTIVAÇÃO
E INDISCIPLINA
- Erika Tereza Martins de Almeida
- Marcia Maria Bueno
Cujubim 2010/2014
"Dedicamos
este trabalho a todos os nossos familiares, que com amor e dedicação nos
acompanharam nessa jornada. Aos Professores do Curso de Pedagogia, que acreditaram
em nossa capacidade enquanto educadores e nos deram a oportunidade de
crescermos profissionalmente"
AGRADECIMENTOS
"O Deus,
senhor do universo por nos dar inteligência, força e coragem de enfrentar todas
as dificuldades encontradas para realização deste trabalho.A nossa família,
pela a paciência e incentivo. A todos os professores do curso, pelos nossos
conhecimentos adquiridos. Aos professores, alunos e pais da escola pesquisada
pela a colaboração prestada, no ensejo que tenham dias melhores"
“Educar é
semear com sabedoria e colher com paciência.”
Augusto Cury
RESUMO
Este
trabalho tem como objetivo analisar a importância que a indisciplina presente
nas salas de aula pode estar sinalizando a falta de motivação dos alunos diante
dos conteúdos acadêmicos, metodologias de ensino que não favorecem a
aprendizagem significativa ou dificuldades na relação professor-aluno. A
motivação do aluno para aprender é caracterizada de duas formas: como um traço
geral (motivação intrínseca), ou como um estado situacional (motivação
extrínseca). A autora diferencia as características dos alunos motivados e dos
desmotivados em relação à aprendizagem escolar e oferece sugestões de ações
para o professor organizar a situação de aprendizagem e influenciar
positivamente o nível de motivação dos alunos nas atividades propostas.
INTRODUÇÃO
Este
trabalho tem o intuito de analisar a indisciplina escolar e suas causas, bem
como a motivação pode diminuir esse mal nas escolas. Observe- se que a
indisciplina e a motivação são temas simples, porém bastante polêmicos.
Optou-se por Motivação e Indisciplina por ser uma questão muito discutida nas
instituições escolares. A Motivação é um ato ou efeito de motivar; exposição de
motivos ou causas, conjunto de fatores os quais agem entre si, e determinam a
conduta de um indivíduo móbil. É o impulso interno que leva a ação de um ser,
vontade para fazer um grande esforço, para alcançar seus objetivos, que pode
ser momentâneo, do pensamento, da ação, mas que pode ser algo que se perdure ao
longo do tempo. Conhecer o significado da motivação e seus efeitos na vida
humana tem sido de grande auxilio para diversos setores; na área pedagógica,
administrativos, comerciais etc. Contudo, a relação motivação - necessidade
atinge também o campo educacional, pois ao se trazer á luz as necessidades do
aluno, como ser humano, o educador terá condições de descobrir se aquele está
pouco ou muito motivado, o que influenciará seu comportamento na sala de aula.
Motivação no espaço escolar é um dos fatores principais que determinam a
conduta, a personalidade de cada aluno, afinal, o ato de aprender é ativo e não
passivo, é visivelmente notado que a motivação do mesmo vem a ser o elemento
chave, para desenvolver a ampliação de conhecimentos com mais vontade e
alegria. A Indisciplina tem sido apontada como fato gerador de violência, de
insubordinação, como obstáculos para a educação. Muito se tem questionado
acerca de sua origem, seus motivos e suas consequências. Dessa forma, é
imprescindível conceituar o termo indisciplina, trabalho este que tem sido
realizado por sociólogos, historiadores, psicólogos e principalmente pelos
educadores, que tem como propósito de compreender os problemas que assolam a
sociedade como um todo e que tem alcançado as salas de aula. Nas escolas nasce
do descumprimento de normas. Portanto, a escola deve desenvolver a capacidade
de cada aluno para que assim eles consigam trabalhar melhor seus pensamentos,
suas habilidades de raciocinar, a partir de fatores básicos: afetivos,
cognitivos e sociais.
FUNDAMENTAÇÃO
TEÓRICA
A
educação é um dos direitos fundamentais da criança, o que nota-se através do
artigo 227 da Constituição Federal 1988. É dever da família, da
sociedade e do estado assegurar á criança e ao adolescente, com absoluta
prioridade, o direito a vida, a saúde, a alimentação, a educação, o lazer, a
profissionalização, a cultura, a dignidade, o respeito, a liberdade e a
convivência familiar e comunitária. Do artigo 53 do estatuto da criança e do
adolescente “a criança e o adolescente tem direito a educação visando ao pleno
desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e
qualificação para o trabalho” e do artigo 02 da Lei de Diretrizes e Base da
educação. “A educação, dever da família e do estado, inspirada nos princípios
de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o
desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho.” Envolve sinergicamente a família, a sociedade e
o estado em torno de um objetivo comum (Educação), ressaltando-se, entretanto a
importância do professor e da escola neste contexto. Não basta o professor
explicar bem a matéria que ensina e exigir que o aluno aprenda. É necessário
despertar a atenção do aluno, criar nele interesse pelo o estudo, estimular seu
desejo de conseguir os resultados visando mediante tarefas progressivas.
(DINAH, 1987. P.105). Sabe se que sendo professor um facilitador na relação
ensino aprendizagem, é de conhecimento, porém que a indisciplina seja um
problema nesse processo, o comportamento indisciplinado atrapalha a
aprendizagem escolar somando assim um ponto negativo, no entanto é fundamental
o professor mostrar para o aluno que muitos acham a escola chata e a frequentam
por obrigação. Não se pode esperar que todos os alunos queiram estudar, é
preciso muita disposição e energia para enfrentar os desafios e conquistar os
alunos, não existe alunos sem solução, de um jeito ou de outro se descobre algo
que ele goste. Você descobre na classe aqueles alunos que não querem nada com
nada e parece que esperam sua aula para “alugá-lo” conversam o tempo inteiro,
não prestam atenção, viram os olhos com tédio mesmo para temas que você
acha interessantes. “Pode vê que esse aluno queria capturar sua atenção,
enfatizar o negativo para que você o perceba, o descubra, saiba enfim, que ele
fala mal, cuidado, você nada mais esta fazendo que reforçando” tendências
negativas. Em sintaxe, esse tipo de aluno “precisa” chamar sua atenção e o
pior, é que consegue. Você acaba premiando com broncas. (ANTUNES, 1937. P.180).
A escola é indiscutivelmente, um foco de indisciplina, muitas vezes por sua
organização interna, entre outros, pela ausência de clareza, como encarar a
questão disciplina. No entanto definir regras disciplinares estabelecer canais
de comunicação entre, alunos, diretores, pais e equipe pedagógica é essencial
para as primeiras mudanças e transformações. A postura do educador, seu
comportamento, sua experiência e motivação, são entre outros, fatores
essenciais para que o clima de confiança entre professor/aluno se instaure e
com ele a possibilidade de um trabalho organizado e, portanto, disciplinado.A
medida da motivação humana afigura-se como um problema de estrema importância
praticar-nos mais variados campos da atividade humana e, sobretudo, na escola.
Sendo conhecimento da motivação e chave do controle do comportamento humano, é
de suma importância a consideração da intensidade dos diferentes motivos, para
seu eficiente controle. (DINAH, 1987. P.101)A motivação é uma necessidade que
deve ser reconhecido pelo educador e aplicado, respeitando os motivos
individuais de cada educando. Segundo o dicionário Aurélio “motivação é a ação
ou efeito de motivar, exposição de motivos, conjunto de fatores que interagem
para determinar a conduta de uma pessoa. É uma espécie de energia psicológica
ou tensão que põe em movimento o organismo humano.” Já BELTRAN diz que
“motivação é um estado interno de ativação derivada de algum estimulo que atrai
a conduta e a dirige para a meta.” Como se pode observar, todo o comportamento
deve ser motivado, não se pode duvidar que a motivação fosse parte importante
no processo educacional e pré-requisito da aprendizagem na escola. Embora se
saiba que grande parte das dificuldades da escola. Embora se saiba que grande
parte das dificuldades da escola tem sua origem nos problemas da motivação,
onde o professor tem a tarefa de identificar os interesses e necessidades dos
alunos e também considerar suas diferenças individuais e os problemas que
dificultam o processo ensino-aprendizagem.As necessidades produzem motivos que
impelem o indivíduo a ação. Embora alguns motivos que sejam inatos e outros
adquiridos, a maneira pela a qual respondemos a todos eles, é modificada pela
aprendizagem e influenciada pela a cultura na qual vivemos. O processo de
motivação consiste no estagio motivacional, no qual o indivíduo é ativado a fim
de satisfazer uma necessidade, ás vezes leva a criança a buscar satisfação,
tem-se que observar que, geralmente, o organismo deve aprender a resposta mais
adequada para a satisfação da necessidade. (TELES MARIA LUIZA SILVEIRA, 1986.
P.21). Diante disso fica claro que o professor deve mostrar-se comprometido com
o desenvolvimento dos alunos nosso ambiente de indisciplina que é a escola.
Embora a indisciplina seja um problema que dificulta esse processo tornando um
grande desafio para a escola e o professor, é necessário buscar alternativas
que possam despertar interesses e proporcionar liberdade para o aluno se
expressar. Indisciplina segundo a definição do dicionário Aurélio 1984
“Significa procedimento, ato ou dito contrario á disciplina, desobediência,
desordem, rebelião”. Para combater a indisciplina é preciso eliminar quais as
emoções das crianças a escola ainda não compreendeu. Quando os estudantes se
sentem aceitos na forma que tendem a relaxar propiciando assim melhor
aprendizado. O professor tem que propiciar atividades motivantes para diminuir
a indisciplina, por sua vez, a escola tem que procurar atender as emoções do
aluno. (CASASSUS 2008, apud RATIEK 2008.P.30) Quando se fala em propiciar
atividades motivadoras para diminuir a indisciplina, cabe ai a relação
professor-aluno, que é constituída e reconstituída continuamente, da mesma
forma que todas as outras relações sociais, onde o convívio leva professor a
conhecer melhor os seus alunos. Sabe se que a indisciplina é um problema que já
vem se arrastando por muito tempo no interior das escolas. Segundo Aquino
1996.P.67 “estamos em outro tempo e precisamos estabelecer outras relações.” É
importante considerar o aluno em relação ao seu meio e momento histórico em que
vive. Considerando a importância de maior teor critico no processo educativo. O
próprio conceito de indisciplina como toda a criação cultural não é estático
uniforme, nem tampouco universal. Ele se relaciona com o conjunto de valores e
expectativas que variam ao longo da história, entre as diferentes culturas,
numa mesma sociedade, nas diferentes instituições e até mesmo dentro de uma
mesma camada social ou organismo. Também no plano individual a palavra
indisciplina pode ter diferentes sentidos que dependerão das vivencias de cada
sujeito e do contexto em que foram aplicados. (REGO, apud SANA 2004.P.26, 27). Quando
o aluno se comunica mesmo que tumultua a aula, não necessariamente é um
comportamento negativo. É na sala de aula o lugar onde o aluno vai experimentar
os valores e crenças de que é feita a cultura. E havendo um envolvimento
(escola) como um campo de experimentação onde o aluno tem contato com suas
infinitas possibilidades como ser humano, com certeza o ambiente tornar-se-á
mais prazeroso reduzindo satisfatoriamente a indisciplina.
DESENVOLVIMENTO
DA MOTIVAÇÃO E INDISCIPLINA
Quanto
às características pessoais dos alunos e às interações em sala de aula, sabe-se
que as relações humanas compõem-se de fatos, pensamentos, valores, percepções,
sentimentos, ações e reações que no dia-a-dia podem transformar-se em situações
de desafio para os envolvidos. O professor pode amenizar esses conflitos,
demonstrando abertura para o diálogo, respeitando os pontos de vista de seus
alunos, e ensinando-os a respeitarem as opiniões de outros colegas, mesmo
quando há divergências. Nesse sentido, o tipo de comunicação que o professor
estabelece com seus alunos é decisivo para conseguir um clima de cooperação.
Professores intimidados, que demonstram medo e se comunicam de forma defensiva
costumam não serem respeitados pelos alunos. Por outro lado, professores que
insultam, rotulam, criticam ou ridicularizam os alunos indisciplinados,
favorecem a instalação de um clima hostil em sala de aula (SAMPAIO, 2002).
Outro erro frequente do professor é comunicar-se com um número reduzido de
alunos durante as aulas, dando atenção somente para aqueles que consideram bons
alunos e participam ativamente das aulas ou só para aqueles que costumam
atrapalhar a ordem da classe. O ideal é distribuir a comunicação de forma a
abranger o maior número possível de estudantes, e se comunicar evitando todas
as formas de comparação entre os alunos, pois essa atitude pode ser danosa às
crenças de auto eficácia dos alunos, uma vez que ao serem comparados se julgam
menos capazes do que os demais (BZUNECK, 2001). Na medida do possível, o
professor, ao se comunicar com os alunos, deve enfatizar aspectos curriculares
em detrimento de aspectos relacionados com comportamentos inadequados, porque
se verifica que se o professor centrar a sua atenção nos comportamentos
indisciplinados, estes passarão a ocorrer com maior frequência, pois os alunos
percebem rapidamente que esta é uma forma de chamar a atenção do professor para
si (DOYLE, 1986; EMONTS; PIERON, 1988).Por esse motivo é importante que nas
primeiras manifestações de indisciplina ou provação, o professor, como
autoridade, analise e resolva prontamente o problema, sem responder em um tom
provocatório (SAMPAIO, 2002), considerando que “ter autoridade” não é sinônimo
de “ser autoritário”. O primeiro significa ter o domínio da situação, fazendo-se
obedecer através da sua influência e prestígio perante os alunos, enquanto que
“ser autoritário” é ser impositivo e até agressivo em algumas decisões,
procurando se impor às custas do medo dos alunos de sofrer algum tipo de
punição (VALLE, 1995).Para o professor, a autoridade é antes uma
conquista que ele deve realizar pela sua capacidade, sua dedicação, sua
ascendência e sua liderança, demonstradas no seu trato diário com os alunos
(MATTOS, 1978, p. 402).
PROCEDIMENTOS
METODOLÓGICOS
O
processo metodológico pelo qual optou-se trabalhar, trata-se de um método,
analítico dos dados, que surgem para fazer uma ligação com os fatos
investigados teoricamente. Utilizou-se como instrumento de pesquisa
questionários, diálogos informais na qual pode entender as situações dos
entrevistados. Sendo assim a metodologia será realizada entre teoria e prática,
para uma reflexão que segue realizada da seguinte forma. A presente pesquisa
bibliográfica objetivou-se no levantamento de dados, no intuito de fundamentar
e enriquecer as proposta do trabalho tendo como fonte teórica acerca do tema
por meios de livros, artigos da internet, reportagens e outros que se fizeram
necessários. E, sendo estas fontes de fundamental importância para conceituar
historicamente a pesquisa, fica clara e relevância do processo bibliográfica
para a prática educacional, levando em consideração a problemática do tema
estudado. A presente pesquisa visa aumentar nossos conhecimentos e nos
trazer uma reflexão sobre a motivação e indisciplina que se produzem
exclusivamente no marco da instituição escolar e familiar.Serão feitas
entrevistas com os alunos, professores, pais. Buscando diálogos com várias
pessoas, obtiveram resultados de interações diversas.Na verdade, os depoentes
foram escolhidos à medida que a pesquisa tomava forma e selecionado os casos
que julgavam ser mais importantes. Tratando das entrevistas reservadas ao
corpo docente da escola também foram escolhidos nestas mesmas condições.Antes
de iniciar as entrevistas foram feitas conversas informais para esclarecer a
seriedade do trabalho e preparar o terreno para as entrevistas propriamente
ditas. A forma de entrevista se processará com perguntas formuladas de maneira
que esse material coletado passe por uma construção interpretativa.
ANÁLISE DOS RESULTADOS
Através do levantamento de dados feitos na escola sobre motivação e
indisciplina, apresenta-se todo o estudo realizado, que teve como objetivo
verificar a realidade atual e compará-la com todo referencial teórico estudado
até então, e com os objetivos e hipóteses levantada pelo projeto de pesquisa.
As observações feitas serão registradas de forma descritiva, sendo organizada
de forma que aconteça uma separação entre os detalhes relevantes. A entrevista
será realizada através de elaboração de questionário misto; os entrevistados
serão informados sobre os objetivos da entrevista e de que as informações
fornecidas serão utilizadas exclusivamente para fins de pesquisa,
respeitando-se sempre o sigilo em relação aos informantes.
RESULTADOS
A escola tem o compromisso de garantir o acesso ao saber elaborado
socialmente, pois se constituem como instrumento para o desenvolvimento da
socialização e exercício da cidadania democrática deve ser um espaço de
formação, em que a motivação e indisciplina será cometida ao aluno no
dia-dia das questões sociais marcantes em um universo cultural maior. A
formação escolar deve propiciar o desenvolvimento das capacidades, de modo à
motivação a compreensão e intervenção dos fenômenos sociais e culturais. Outro
problema observado na pesquisa é que vários pais não acompanham seus filhos nos
estudos. Dos entrevistados 43% dos pais disseram que procuram a acompanhar os
estudos de seus filhos e 57% disseram que não.Em decorrência com os dados
encontrados, percebe-se que a maioria dos pais não acompanha seus filhos nas
atividades escolares, sabemos que esse acompanhamento não depende
exclusivamente da escolaridade dos pais, pois muitos pais mesmos sem auto nível
de escolaridade acompanham e incentivam seus filhos nos estudos, dão apoio nas
atividades e por vezes aprendem juntos. O que se percebe é que os pais deixam
os filhos sem acompanhamento porque se isentaram demais um compromisso porque
entendem o que se aprende na escola e responsabilidade única e exclusiva do
professor ensinar e acompanhar. A família de hoje não e somente aquele modelo
encontrado nos livros e nas cartilhas, com pai, mãe e filhos, pode-se constatar
em nossos estudos, 47% dos alunos moram com seus pais, 43% moram apenas com a
mãe, 5% moram só com o pai e 5% moram com avós. Observe-se em nossas pesquisas
que a desestrutura familiar influência no processo ensino-aprendizagem, muitos
alunos trazem problemas de casa, ou seja, da família para a escola, 43% dos
alunos entrevistados só vivem com a mãe e a mesma tem que trabalhar, deixando
as crianças sozinhas em casa ou com os irmãos. Segundo a pesquisa muitas
crianças chegam às escolas mal alimentadas e algumas advindas na área rural,
sem alimentação nenhuma por motivo de saírem muito cedo de casa ou por não
terem mesmo o que comer. Quando chega a hora da merenda, a escola não dispõe de
merenda suficiente para que essas crianças as saciem sua fome e muitos ficam
com vontade de comer mais. Dentro dessa perspectiva, observamos que algumas
dificuldades de aprendizagem têm como causa da desnutrição. Diante dessa
situação acreditamos que merenda escolar é modo de combater a deficiência
nutricional que nos assusta. Pois a merenda deve ser encarada como forma de
nutrir a criança no período em que esta na escola. Sabemos que só a merenda não
vai resolver a questão da desnutrição, pois outros fatores influenciam nessa
questão. Outro lado importante encontrado na pesquisa é sobre as
condições financeiras das 21(vinte e um) famílias pesquisadas, 47% das famílias
pesquisadas recebem renda mensal apenas um salário mínimo, 24% um salário e
meio, 10% dos salários 02 salários e 19% mais de dois salários;A falta de
condições econômicas dificulta o trabalho escolar, as crianças advindas de
família com baixa renda não tem acesso aos mesmos materiais e condições que
favorecem aprendizagem; como as crianças de classe social privilegiada são
crianças que carecem de, mas recursos escritos, livros, revistas.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
Devemos
ressaltar que a presença da família nas escolas é muito importante para o
desenvolvimento de cada aluno, porem muitos deixam de participar do
desenvolvimento da criança, exigindo e acreditando que é obrigação do professor
por si só “educar”. E nesse sentido que, infelizmente, as salas de aulas também
se transformam em arenas onde há violência e indisciplina, bem como a
intolerância as normas estabelecidas, representam seus papeis que desempenham
na sociedade. É certo que o professor não poderá suportar sozinho, todo o peso
dessa incumbência, deixando livre a família de tão grande tarefa. A melhoria do
nível de aprendizado entre professor/aluno e aluno/aluno, para que a motivação
influencie em seu comportamento proporcionando assim a familiarização com o
problema com o intuito de torná-lo mais explicito para que o professor possa
obter bons resultado. Que os alunos revisem suas atitudes praticadas na sala de
aula e em suas casas para que ocorram mudanças em seus hábitos melhorando o
desempenho dos mesmos, facilitando a criação de uma reflexão crítica a respeito
da realidade. Estudar tais tendências ajudará o professor, procurar soluções
para os problemas que enfrentam na ação docente, e também, refletir a sua
prática pedagógica buscando assim o que melhor convém, tanto ao seu desempenho
acadêmico, quanto profissional.
REFERÊNCIAS
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CAMPOS, Dinah Martins de Souza.
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TELES, Maria Luiza Silveira. Uma
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8ª.
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VALLE, Maria Cristina Carreira
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Dissertação(Mestrado em Educação) – UniversidadeEstadual de Londrina.
Londrina, 1995.